Dia Das Mães
Quem sabe seja um poema
Ou talvez uma mensagem
Mas eu penso que você
É a amiga que eu sempre sonhei
Só que agora eu me encontro distante
Então não sofra por mim
Espere a chuva passar
E me encontre no final do arco-iris
Todos temos uma vida
E nessa vida eu perdi um amor
Mas você me ensinou
Que amar é ser sincero
Com quem pensamos em segredo.
(Autor: R.S.S)
Esse texto foi criado em 13 de maio de 2001
domingo, 13 de março de 2016
Amigos e Conflitos
Aquele relógio maldito, com seu barulho infernal dos ponteiros passando lentamente, eu ali deitado esperando acontecer alguma coisa mas nada, nada acontecia, alias à anos que nada acontecia, eu deixei de acontecer à muito tempo...
O resto do mundo estava em silêncio, só aquele relógio parecia ter vida, não demorou muito e a primeira companhia apareceu, era uma velha conhecida "a Arrogância". De inicio nem sequer olhou para mim, ficamos um tempo sem nos falar, apenas um ao lado do outro quietos, na condição que me encontrava não tinha alternativa, e iniciei a conversa...
. - Porque não fala comigo?
E com uma elegante falsidade respondeu:
- Há é você, não havia lhe reconhecido!
- Sim, sou eu (desgraçada mentirosa, sabia o tempo todo quem eu era). E então, como vai você?
- Eu vou muito bem.
- É mesmo!?! Tem certeza!? Eu te conheço porra, como pode manter essa pose de confiança se nada anda bem, não minta para mim!!!
- Mentir, como ousa falar assim comigo, nunca te dei tal liberdade!
- Liberdade!? Olha o que você me fez, todo este tempo ignorando o mundo, veja onde fui parar por causa da sua atitude!
- Eu nunca te procurei, você não conseguia enfrentar os olhares acusadores, não conseguia esconder suas fraquezas, um livro sem capa que não dava para fechar, estava aberto para todos lerem e debochar, rir, humilhar, julgar..... nessas horas eu te servia como um manto que aquecia do frio, o escudo de "arrogância" e auto-confiança.
- Por muitas vezes quis agir diferente, ser diferente, mas você estava lá, posso ter lhe chamado, mas mandei ir embora e você não foi, ficou aqui este tempo todo me vendo morrer lentamente dia após dia, quando tudo se torna um caos você some e me deixa sozinho, só aparece quando lhe convém. Por isso não me venha com esse papo agora, é tão culpada quanto eu...
- Escuta essa frase "Não preciso de ninguém'' se lembra dela!? Esse era o seu lema, seu bordão... Mas precisava de mim para ajuda-lo com isso! Como dizer tal coisa sem um arzinho de arrogância, não é mesmo!
- Tudo bem, o que tem dentro de mim é maior que minha vontade, não posso mudar, sou assim ponto e acabou, que se dane tudo, não preciso de ninguém mesmo!!!
- Agora sim, o meu velho amigo está de volta, forte e firme nas suas convicções.
Neste momento fiquei sem ter o que falar, um silêncio tomou conta do lugar, só pensava que aquela conversa não levaria à nada, então resolvi dar um fim naquilo! Levantei a bandeira branca, isso sempre acaba com uma guerra (ou quase todas)...
- Tem razão assumo minha culpa, afinal de contas eu te criei, mas saiba que posso acabar com você a qualquer momento.
- É claro que sim, sei que pode.... Mas não o fará!
Com um sorriso sarcástico no rosto e aquela mesma elegância falsa, se despediu e foi embora, mas sabia que não iria longe, não me deixaria jamais.
Criei coragem e levantei, aquela visita me deixou inquieto, era o bastante para encher uma taça de vinho e começar à beber bem devagar para tentar relaxar!
Me sentei novamente e fiquei pensando no passado, lembrei de momentos bons, mas era os ruins que dominavam minha mente, o "se'' toma conta de tudo, "se'' tivesse feito isso, "se'' tivesse falado aquilo (se não tivesse feito isso, se não tivesse falado aquilo). Neste momento a revolta começava a me dominar quando ela entra pela porta!! Era a Raiva, com ar sereno e ponderado mas séria muito séria.
- Olá!
- O que quer aqui!?!
- Me diz você!
- Não tenho nada para dizer, então porque não vai embora!?
- Sempre me evitando não é!? Aliás nunca me deixou aparecer, me guardou a sete chaves dentro de você! Sou uma bomba relógio amor, se perder o controle vou explodir... há me esqueci que nunca perde o controle não é!?
- Se já percebeu porque insiste?
- Porque não saio para fora, mas dentro de você já fiz um grande estrago, está muito machucado, vamos amorzinho me deixa sair, chega de guardar tudo para você...
- Quer muito isso né, por mais que você cresça dentro de mim me distraio facilmente com qualquer coisa e te esqueço.
- Me esquece!?! Acho que você não tem é coragem, prefere fugir do que me usar...
- Talvez tenha razão, quem sabe eu seja um covarde... Mas de uma coisa eu sei, nunca vai me possuir por inteiro, pode aparecer de vez em quando mas não vai passar disso!
Pelo visto não gostou do que ouviu, ficou ali sentada durante um tempo e foi-se embora sem dizer mais nada.
Caramba ótimas "companhias'' estava tendo neste dia, talvez eu devesse sair um pouco para desanuviar, mas lá fora está um dia claro com sol... eu odeio isso, se estivesse tudo escuro com chuva, ai sim seria ótimo caminhar por aí.
Sai apenas na porta e fiquei observando o tempo, sentindo o vento e vendo quem passava, alguns acenavam para mim, vi passar por mim a Disposição, a Alegria, a Vontade, mas não queria a companhia de nenhuma delas naquele momento, não as convidei a entrarem, pois não havia clima para tais presenças. Logo voltei para dentro, e fiquei pensando que talvez houvesse uma chance para mim, quando a Solidão entrou com tudo pela porta e gritou;
- Está louco!!! Não existe chance para você, sua história terminou faz tempo, meu amigo vai te ajudar à acabar com tudo isso!
Pediu que entrasse, e me apresentou o Suicídio.
- Olá como vai!
- Sinceramente não sei te responder essa pergunta.
- Bom vou ser direto, tenho várias maneiras de te ajudar, pode ser de forma lenta ou rápida, tudo depende de como você quer.
- É tentador mas vou ter que recusar.
Diante da negativa ao seu amigo, a Solidão insistiu e tentou argumentar.
- Como vai recusar, o que acha que ainda pode fazer nesta vida? Está sozinho, sem amigos, parentes... Ninguém mais está ao seu lado, ficou para trás no tempo, não tem mais importância o que faz ou o que sente, ninguém mais quer saber..... ninguém se importa!
Ontem mesmo foi ignorado várias vezes, sua companhia é tediosa, sua conversa deprime qualquer um, as pessoas perceberam e se afastaram, nunca se esforçou para mudar isso, porque não pode mudar o que é, você se tornou um anjo caído, sem asas, sem respeito, todos te olham com desprezo ou dó.
A única coisa que lhe resta é a morte, a doce morte.... Deixe uma carta de despedida dizendo o quanto foi um fracasso nesta vida (neste momento o telefone toca). Não atenda! Só pode ser engano, quem ligaria para você!?! Não recebe telefonemas à meses!
Deixei tocar umas sete vezes, não queria mesmo atender, mas quem insistiria tanto?
- Alô!
- Alô, porque não atendeu antes?
Não reconheci o número, mas lembrei da voz..... aquela voz parecia vir do paraíso, meu coração bateu diferente e me fez sentir algo estranho dentro de mim, à reconheci mas pensei que ela havia me esquecido como todas as outras, depois de uma grande noite e vários encontros aleatórios, achei que podia dar certo entre nós. No dia seguinte deixei um recado para ela, mas nunca tive resposta, nem sequer consegui encontra-lá de novo, me doeu muito pois havia algo de especial nela, isso já fazia algum tempo. Bom de qualquer forma continuei a conversa.
- Estava no banho, por isso demorei.
- Há bom, então era isso, achei que não quisesse falar comigo. Sabe, liguei para saber como está, como vai levando as coisas, enfim quero saber sobre você!
- Estou bem, vivendo o presente e deixando o destino decidir o meu futuro. E você como vai?
- Estou ótima, melhor agora falando com você. Recebi seu recado e queria te ligar antes, mas tive problemas e não deu, viajei as pressas para outro país, me desculpe. Espero não ter te chateado , pode parecer mentira mas pensava em você esse tempo todo. Queria ligar antes, mas achei que não iria me atender..... Demorei muito para tomar coragem.
- Pensei em você durante muito tempo, mas achei que tinha me esquecido então me conformei com isso. Fiquei chateado sim, mas superei, já passou (mentira), e afinal de contas, contratempos sempre acontecem.
Não entendia bem o que ela via ou o que queria de mim, eu tinha a certeza que não podia oferecer mais nada à ninguém, mas ela estava contrariando isso.
- Queria te ver, nós poderíamos marcar um dia para sairmos o que acha?
- Seria ótimo.
- Olha vou ter que desligar, está tudo corrido aqui. Ligo depois para combinar um passeio ok.
- Tudo bem.
- Se cuida tá, e não se esquece "gosto muito de você''.
- Também gosto de ti! Foi um prazer falar contigo novamente.. Te vejo em breve.
Desliguei o telefone, e lembrei que tinha companhia comigo. Me desculpem, acabei me distraindo. Onde estávamos mesmo!?
- O que foi tudo isso?
Perguntou o Solidão.
- Não sei dizer, ainda estou tentando descobrir.
- E os nossos planos como fica?
- Na verdade são seus planos, nunca foram os meus! Bom não quero ser mau educado mas tenho que sair.
- Sair sozinho? Sabe que não pode sair sem um de nós, a Raiva, a Arrogância, o Desprezo, a Tristeza, Eu...
- Não vou levar nenhum de vocês, mas não vou sozinho. Vou levar a Esperança e o Amor comigo!
- Estaremos sempre te esperando.
- Sei que estarão, mas enquanto puder evitá-los ficarei bem. E quanto à você Suicídio, agradeço a visita mas não volte nunca mais!
Sai de casa pelo menos por hoje com o coração leve e cheio de vida, mas estaria bem melhor se estivesse escuro e chovendo...
Aquele relógio maldito, com seu barulho infernal dos ponteiros passando lentamente, eu ali deitado esperando acontecer alguma coisa mas nada, nada acontecia, alias à anos que nada acontecia, eu deixei de acontecer à muito tempo...
O resto do mundo estava em silêncio, só aquele relógio parecia ter vida, não demorou muito e a primeira companhia apareceu, era uma velha conhecida "a Arrogância". De inicio nem sequer olhou para mim, ficamos um tempo sem nos falar, apenas um ao lado do outro quietos, na condição que me encontrava não tinha alternativa, e iniciei a conversa...
. - Porque não fala comigo?
E com uma elegante falsidade respondeu:
- Há é você, não havia lhe reconhecido!
- Sim, sou eu (desgraçada mentirosa, sabia o tempo todo quem eu era). E então, como vai você?
- Eu vou muito bem.
- É mesmo!?! Tem certeza!? Eu te conheço porra, como pode manter essa pose de confiança se nada anda bem, não minta para mim!!!
- Mentir, como ousa falar assim comigo, nunca te dei tal liberdade!
- Liberdade!? Olha o que você me fez, todo este tempo ignorando o mundo, veja onde fui parar por causa da sua atitude!
- Eu nunca te procurei, você não conseguia enfrentar os olhares acusadores, não conseguia esconder suas fraquezas, um livro sem capa que não dava para fechar, estava aberto para todos lerem e debochar, rir, humilhar, julgar..... nessas horas eu te servia como um manto que aquecia do frio, o escudo de "arrogância" e auto-confiança.
- Por muitas vezes quis agir diferente, ser diferente, mas você estava lá, posso ter lhe chamado, mas mandei ir embora e você não foi, ficou aqui este tempo todo me vendo morrer lentamente dia após dia, quando tudo se torna um caos você some e me deixa sozinho, só aparece quando lhe convém. Por isso não me venha com esse papo agora, é tão culpada quanto eu...
- Escuta essa frase "Não preciso de ninguém'' se lembra dela!? Esse era o seu lema, seu bordão... Mas precisava de mim para ajuda-lo com isso! Como dizer tal coisa sem um arzinho de arrogância, não é mesmo!
- Tudo bem, o que tem dentro de mim é maior que minha vontade, não posso mudar, sou assim ponto e acabou, que se dane tudo, não preciso de ninguém mesmo!!!
- Agora sim, o meu velho amigo está de volta, forte e firme nas suas convicções.
Neste momento fiquei sem ter o que falar, um silêncio tomou conta do lugar, só pensava que aquela conversa não levaria à nada, então resolvi dar um fim naquilo! Levantei a bandeira branca, isso sempre acaba com uma guerra (ou quase todas)...
- Tem razão assumo minha culpa, afinal de contas eu te criei, mas saiba que posso acabar com você a qualquer momento.
- É claro que sim, sei que pode.... Mas não o fará!
Com um sorriso sarcástico no rosto e aquela mesma elegância falsa, se despediu e foi embora, mas sabia que não iria longe, não me deixaria jamais.
Criei coragem e levantei, aquela visita me deixou inquieto, era o bastante para encher uma taça de vinho e começar à beber bem devagar para tentar relaxar!
Me sentei novamente e fiquei pensando no passado, lembrei de momentos bons, mas era os ruins que dominavam minha mente, o "se'' toma conta de tudo, "se'' tivesse feito isso, "se'' tivesse falado aquilo (se não tivesse feito isso, se não tivesse falado aquilo). Neste momento a revolta começava a me dominar quando ela entra pela porta!! Era a Raiva, com ar sereno e ponderado mas séria muito séria.
- Olá!
- O que quer aqui!?!
- Me diz você!
- Não tenho nada para dizer, então porque não vai embora!?
- Sempre me evitando não é!? Aliás nunca me deixou aparecer, me guardou a sete chaves dentro de você! Sou uma bomba relógio amor, se perder o controle vou explodir... há me esqueci que nunca perde o controle não é!?
- Se já percebeu porque insiste?
- Porque não saio para fora, mas dentro de você já fiz um grande estrago, está muito machucado, vamos amorzinho me deixa sair, chega de guardar tudo para você...
- Quer muito isso né, por mais que você cresça dentro de mim me distraio facilmente com qualquer coisa e te esqueço.
- Me esquece!?! Acho que você não tem é coragem, prefere fugir do que me usar...
- Talvez tenha razão, quem sabe eu seja um covarde... Mas de uma coisa eu sei, nunca vai me possuir por inteiro, pode aparecer de vez em quando mas não vai passar disso!
Pelo visto não gostou do que ouviu, ficou ali sentada durante um tempo e foi-se embora sem dizer mais nada.
Caramba ótimas "companhias'' estava tendo neste dia, talvez eu devesse sair um pouco para desanuviar, mas lá fora está um dia claro com sol... eu odeio isso, se estivesse tudo escuro com chuva, ai sim seria ótimo caminhar por aí.
Sai apenas na porta e fiquei observando o tempo, sentindo o vento e vendo quem passava, alguns acenavam para mim, vi passar por mim a Disposição, a Alegria, a Vontade, mas não queria a companhia de nenhuma delas naquele momento, não as convidei a entrarem, pois não havia clima para tais presenças. Logo voltei para dentro, e fiquei pensando que talvez houvesse uma chance para mim, quando a Solidão entrou com tudo pela porta e gritou;
- Está louco!!! Não existe chance para você, sua história terminou faz tempo, meu amigo vai te ajudar à acabar com tudo isso!
Pediu que entrasse, e me apresentou o Suicídio.
- Olá como vai!
- Sinceramente não sei te responder essa pergunta.
- Bom vou ser direto, tenho várias maneiras de te ajudar, pode ser de forma lenta ou rápida, tudo depende de como você quer.
- É tentador mas vou ter que recusar.
Diante da negativa ao seu amigo, a Solidão insistiu e tentou argumentar.
- Como vai recusar, o que acha que ainda pode fazer nesta vida? Está sozinho, sem amigos, parentes... Ninguém mais está ao seu lado, ficou para trás no tempo, não tem mais importância o que faz ou o que sente, ninguém mais quer saber..... ninguém se importa!
Ontem mesmo foi ignorado várias vezes, sua companhia é tediosa, sua conversa deprime qualquer um, as pessoas perceberam e se afastaram, nunca se esforçou para mudar isso, porque não pode mudar o que é, você se tornou um anjo caído, sem asas, sem respeito, todos te olham com desprezo ou dó.
A única coisa que lhe resta é a morte, a doce morte.... Deixe uma carta de despedida dizendo o quanto foi um fracasso nesta vida (neste momento o telefone toca). Não atenda! Só pode ser engano, quem ligaria para você!?! Não recebe telefonemas à meses!
Deixei tocar umas sete vezes, não queria mesmo atender, mas quem insistiria tanto?
- Alô!
- Alô, porque não atendeu antes?
Não reconheci o número, mas lembrei da voz..... aquela voz parecia vir do paraíso, meu coração bateu diferente e me fez sentir algo estranho dentro de mim, à reconheci mas pensei que ela havia me esquecido como todas as outras, depois de uma grande noite e vários encontros aleatórios, achei que podia dar certo entre nós. No dia seguinte deixei um recado para ela, mas nunca tive resposta, nem sequer consegui encontra-lá de novo, me doeu muito pois havia algo de especial nela, isso já fazia algum tempo. Bom de qualquer forma continuei a conversa.
- Estava no banho, por isso demorei.
- Há bom, então era isso, achei que não quisesse falar comigo. Sabe, liguei para saber como está, como vai levando as coisas, enfim quero saber sobre você!
- Estou bem, vivendo o presente e deixando o destino decidir o meu futuro. E você como vai?
- Estou ótima, melhor agora falando com você. Recebi seu recado e queria te ligar antes, mas tive problemas e não deu, viajei as pressas para outro país, me desculpe. Espero não ter te chateado , pode parecer mentira mas pensava em você esse tempo todo. Queria ligar antes, mas achei que não iria me atender..... Demorei muito para tomar coragem.
- Pensei em você durante muito tempo, mas achei que tinha me esquecido então me conformei com isso. Fiquei chateado sim, mas superei, já passou (mentira), e afinal de contas, contratempos sempre acontecem.
Não entendia bem o que ela via ou o que queria de mim, eu tinha a certeza que não podia oferecer mais nada à ninguém, mas ela estava contrariando isso.
- Queria te ver, nós poderíamos marcar um dia para sairmos o que acha?
- Seria ótimo.
- Olha vou ter que desligar, está tudo corrido aqui. Ligo depois para combinar um passeio ok.
- Tudo bem.
- Se cuida tá, e não se esquece "gosto muito de você''.
- Também gosto de ti! Foi um prazer falar contigo novamente.. Te vejo em breve.
Desliguei o telefone, e lembrei que tinha companhia comigo. Me desculpem, acabei me distraindo. Onde estávamos mesmo!?
- O que foi tudo isso?
Perguntou o Solidão.
- Não sei dizer, ainda estou tentando descobrir.
- E os nossos planos como fica?
- Na verdade são seus planos, nunca foram os meus! Bom não quero ser mau educado mas tenho que sair.
- Sair sozinho? Sabe que não pode sair sem um de nós, a Raiva, a Arrogância, o Desprezo, a Tristeza, Eu...
- Não vou levar nenhum de vocês, mas não vou sozinho. Vou levar a Esperança e o Amor comigo!
- Estaremos sempre te esperando.
- Sei que estarão, mas enquanto puder evitá-los ficarei bem. E quanto à você Suicídio, agradeço a visita mas não volte nunca mais!
Sai de casa pelo menos por hoje com o coração leve e cheio de vida, mas estaria bem melhor se estivesse escuro e chovendo...
O Anti-Herói III - Ilusões
Eu estava naquela casa, que parecia existir em um passado muito distante, acompanhado de algumas pessoas conhecidas, (mais tarde não lembraria de nenhuma delas, é sempre assim) o resto dos convidados eram todos estranhos para mim. Mesmo assim não fiquei inibido, andava tranquilamente por elas, me sentia a vontade, conversas, piadas, sorrisos, gargalhadas, todos se divertiam...
Fui até onde serviam as bebidas e pedi algo, depois de alguns goles alguém chegou ao meu lado, e no pé do ouvido disse:
- Já se esqueceu do que aconteceu?
Respondi com certo incomodo:
- Não! Não esqueci...
Como esquecer a humilhação, a decepção nos olhos das pessoas, deixei o copo num canto.......não preciso de você para ser interessante, nem me interessa ser, isso daria trabalho, as pessoas criam expectativas quando você tem algo à oferecer, eu não era lembrado nas horas boas, mas também não era cobrado nas horas ruins, e parecia estar bom do jeito que estava!
De repente me peguei pensando se essa condição mediana era realmente boa para mim, puxei as lembranças na memória e vi que deixei passar muitas coisas por ser assim, oportunidades profissionais, uma melhor condição social, amigos e claro, amores.... muito deles! Mas por incrível que pareça não me arrependia de nada (ou falsamente acreditava não se arrepender).
Voltei minha atenção para festa, havia chegado mais gente, e passei a ficar sem lugar, procurei os conhecidos mas todos criaram seus próprios grupos onde eu não fazia mais parte, (o que fazer então!?). A solução era simples, ir embora como fiz em diversas outras ocasiões, procurei a saída mas não encontrava (cadê a porra da saída), saia de um lugar entrava em outro e nada. Comecei a ficar angustiado, eu tinha que ir embora, as pessoas pareceram notar e me olhar com desprezo e deboche, apontavam e julgavam só com olhares, senti que jogavam todos meus erros e defeitos na minha cara sem a menor compaixão (eu preciso sumir, tenho que sair daqui)...
Em meio à tudo isso ela apareceu, era um raio de luz dentro daquele céu nebuloso, se aproximou de mim sorrindo, me abraçou e disse:
- Oi!
Bem em meu ouvido, uma voz suave que afastou toda aura escura que emanava naquele momento. Paralisei naquela hora! Não acreditava que pudesse vê-la depois de tantos anos, mas estava ali bem na minha frente, pegou minha mão e levou-me para varanda.
- A noite está perfeita.
Disse ela...
Respondi com um tímido sorriso, não conseguia falar nada, e realmente a noite estava perfeita, o céu limpo e iluminado pela graciosidade da lua completavam aquele cenário. Disse o quanto sentia minha falta e que pensava muito em mim! Eu só conseguia contemplar tanta beleza, o sentimento era inexplicável, uma mistura de tudo que era bom. Quando criei coragem para falar, ela pôs a mão em minha boca...
- Não diga nada.
Aproximou seu rosto do meu e me beijou......uma sensação mágica!
Eu me sentia vivo cheio de felicidade, não queria que aquele momento terminasse nunca....... mas algo estranho aconteceu, as imagens foram sumindo se distorcendo e ela foi se afastando, se misturando com a multidão, fui atrás e em pouco tempo não conseguia mais vê-la, entrava em um lugar saia em outro e não à encontrava, já estava desesperado. Notei que as pessoas também começaram à sumir em cada parte que eu entrava. A agonia de estar perdendo algo ou alguém muito importante tomava conta de mim.... O lugar foi escurecendo e ficando cada vez mais vazio, as portas iam se fechando a cada cômodo que eu saia, um frio incontrolável me partia ao meio..... até que acordei e vi que a casa realmente estava vazia, não havia ninguém ali além de mim! Me peguei deitado no chão da sala, sobre um fino tapete, descoberto com a porta da varanda aberta soprando o ar gélido da madrugada.Toda aquela aspiração foi fruto de um sonho, apenas um sonho de uma péssima noite (não acredito, parecia tão real...). O relógio marcava 3h17... Só me restava dormir novamente, na esperança de voltar naquela casa para encontra-lá, e não acordar nunca mais para não perde-lá! Mas foi em vão, não se sonha a mesma coisa duas vezes só porque quer.... É algo que acontece espontaneamente...
Pela manhã levantei e fui trabalhar, estava de volta para realidade com o sentimento de frustração e muito sono pela noite mal dormida, mas foi bom encontra-lá de novo...
Eu estava naquela casa, que parecia existir em um passado muito distante, acompanhado de algumas pessoas conhecidas, (mais tarde não lembraria de nenhuma delas, é sempre assim) o resto dos convidados eram todos estranhos para mim. Mesmo assim não fiquei inibido, andava tranquilamente por elas, me sentia a vontade, conversas, piadas, sorrisos, gargalhadas, todos se divertiam...
Fui até onde serviam as bebidas e pedi algo, depois de alguns goles alguém chegou ao meu lado, e no pé do ouvido disse:
- Já se esqueceu do que aconteceu?
Respondi com certo incomodo:
- Não! Não esqueci...
Como esquecer a humilhação, a decepção nos olhos das pessoas, deixei o copo num canto.......não preciso de você para ser interessante, nem me interessa ser, isso daria trabalho, as pessoas criam expectativas quando você tem algo à oferecer, eu não era lembrado nas horas boas, mas também não era cobrado nas horas ruins, e parecia estar bom do jeito que estava!
De repente me peguei pensando se essa condição mediana era realmente boa para mim, puxei as lembranças na memória e vi que deixei passar muitas coisas por ser assim, oportunidades profissionais, uma melhor condição social, amigos e claro, amores.... muito deles! Mas por incrível que pareça não me arrependia de nada (ou falsamente acreditava não se arrepender).
Voltei minha atenção para festa, havia chegado mais gente, e passei a ficar sem lugar, procurei os conhecidos mas todos criaram seus próprios grupos onde eu não fazia mais parte, (o que fazer então!?). A solução era simples, ir embora como fiz em diversas outras ocasiões, procurei a saída mas não encontrava (cadê a porra da saída), saia de um lugar entrava em outro e nada. Comecei a ficar angustiado, eu tinha que ir embora, as pessoas pareceram notar e me olhar com desprezo e deboche, apontavam e julgavam só com olhares, senti que jogavam todos meus erros e defeitos na minha cara sem a menor compaixão (eu preciso sumir, tenho que sair daqui)...
Em meio à tudo isso ela apareceu, era um raio de luz dentro daquele céu nebuloso, se aproximou de mim sorrindo, me abraçou e disse:
- Oi!
Bem em meu ouvido, uma voz suave que afastou toda aura escura que emanava naquele momento. Paralisei naquela hora! Não acreditava que pudesse vê-la depois de tantos anos, mas estava ali bem na minha frente, pegou minha mão e levou-me para varanda.
- A noite está perfeita.
Disse ela...
Respondi com um tímido sorriso, não conseguia falar nada, e realmente a noite estava perfeita, o céu limpo e iluminado pela graciosidade da lua completavam aquele cenário. Disse o quanto sentia minha falta e que pensava muito em mim! Eu só conseguia contemplar tanta beleza, o sentimento era inexplicável, uma mistura de tudo que era bom. Quando criei coragem para falar, ela pôs a mão em minha boca...
- Não diga nada.
Aproximou seu rosto do meu e me beijou......uma sensação mágica!
Eu me sentia vivo cheio de felicidade, não queria que aquele momento terminasse nunca....... mas algo estranho aconteceu, as imagens foram sumindo se distorcendo e ela foi se afastando, se misturando com a multidão, fui atrás e em pouco tempo não conseguia mais vê-la, entrava em um lugar saia em outro e não à encontrava, já estava desesperado. Notei que as pessoas também começaram à sumir em cada parte que eu entrava. A agonia de estar perdendo algo ou alguém muito importante tomava conta de mim.... O lugar foi escurecendo e ficando cada vez mais vazio, as portas iam se fechando a cada cômodo que eu saia, um frio incontrolável me partia ao meio..... até que acordei e vi que a casa realmente estava vazia, não havia ninguém ali além de mim! Me peguei deitado no chão da sala, sobre um fino tapete, descoberto com a porta da varanda aberta soprando o ar gélido da madrugada.Toda aquela aspiração foi fruto de um sonho, apenas um sonho de uma péssima noite (não acredito, parecia tão real...). O relógio marcava 3h17... Só me restava dormir novamente, na esperança de voltar naquela casa para encontra-lá, e não acordar nunca mais para não perde-lá! Mas foi em vão, não se sonha a mesma coisa duas vezes só porque quer.... É algo que acontece espontaneamente...
Pela manhã levantei e fui trabalhar, estava de volta para realidade com o sentimento de frustração e muito sono pela noite mal dormida, mas foi bom encontra-lá de novo...
O Anti-Herói II - Presságio Comum
E lá estava eu andando pelas ruas urbanizadas de algum lugar, era dia com pouca claridade. Não sei dizer que horas era, mas parecia ser o começo de uma manhã ou um final de tarde, o céu nublado e uma fina garoa acompanhava os meus passos.
Não sabia exatamente onde chegar, só continuava andando, ora seguindo reto, ora virando a esquerda e a direita, mas sempre em frente, não podia voltar........ pois sabia que se o fizesse tudo viraria um caos! Não havia pessoas, era só eu, as casas, e as grandes árvores nas calçadas que deixavam tudo mais escuro ainda. Apesar de não reconhecer nada por onde passava, tinha a certeza de já ter estado naqueles lugares, eram tão familiares, talvez por isso não me sentia perdido e nem com medo de não conseguir achar o caminho de onde deveria chegar, por mais que demorasse não tinha problema, estava tudo sob controle.
A garoa havia parado e uma névoa densa foi baixando e tomando conta de tudo ao meu redor, até ao ponto de não enxergar mais nada. Parei por um instante, aquilo estava me sufocando, não respirava direito, (haaaaaa preciso respirar) entrei em pânico, tentava puxar o ar e não vinha nada, fui agachando devagar até me deitar no chão, perder as forças e fechar os olhos... Quando abri estava numa espécie de maca dentro de uma sala, (onde estou ??? alguém me ajudou ?? como cheguei aqui ?) estava confuso naquele momento, nada fazia sentido.
Sentei e respirei fundo, (que alivio, como é bom respirar) estava bem, levantei e sai da sala. Andando pelos corredores percebi que estava em um hospital, (mas cadê todo mundo?). Não havia visto ninguém, encontrei as escadarias e fui descendo, tinha que sair dali! As escadas pareciam não ter fim, quando ouvi vozes do lado de fora, olhei pela janela e mesmo com o vidro embaçado e sujo consegui ver pessoas (até que enfim). Continuei descendo o que parecia ser a última curva da escada quando ouvi alguém chamar, a voz vinha de cima, prontamente comecei à voltar (quem será que me chama?). Neste momento ouço discussões e uma gritaria do lado de fora, parecia que aquele alvoroço viria até mim, agora tinha que voltar mesmo, quando novamente a voz me chama só que vindo de baixo, me viro e em uma fração de segundos sinto a bala traçante atravessando minha garganta, levei a mão e senti o sangue escorrer por ela, fui caindo e novamente a escuridão tomou conta de mim......... Somente uma questão vinha em meus pensamentos (é assim que vai terminar, acabou aqui?)...
Acordei e tinha alguém ao meu lado que me disse "venha comigo''. Me coloquei de pé e caminhei junto a ele, logo percebi que estava no meio de alguma cidade movimentada (me lembrou o centro de São Paulo) só que tudo estava estranho, a cidade estava sem brilho, sem luz, muitas pessoas passavam ao nosso redor no seu vai e vem rotineiro, mas parecia que nenhuma nos via. As cores não tinham vida, era fúnebre, logo perguntei o que estava acontecendo, porque estamos aqui, porque ninguém fala com nós!?! Prontamente o estranho acompanhante respondeu, "E porque falariam? Estamos mortos, você morreu, e eu também, há muito tempo".
Tal noticia seria um choque para qualquer um, mas para mim não foi! É quase como se eu já esperasse por isso. Aquelas palavras não me assustaram, por mais estranho que pareça senti uma calmaria, a sensação de liberdade que tomou conta de mim, como se tivesse escapado das algemas, era surreal, algo indescritível... Naquele momento só pensava que estava livre! Livre de um mundo que ficava para trás... Não perguntei mais nada, pensei em tudo que havia vivido até ali, momentos, recordações, e me questionava se alguém sentiria minha falta, ou se eu sentiria a falta de alguém, existia um amor para se lembrar também? Alguma coisa que valesse à pena!? Talvez houvesse respostas para todas essas perguntas, mas não importava mais, eu tinha atravessado uma porta e deixado a minha vida para trás, não havia mais nada à fazer, só continuar andando........ Mas tudo foi interrompido por um forte barulho de apito! Despertei estranhamente como se meu espirito tivesse sido jogado para dentro do corpo com muita violência, olhei o relógio e vi que já era o segundo apito, não dava para dormir nem mais cinco minutos, tinha que levantar, e ver que a única porta que se abriria era a da minha casa, rumo ao trabalho rotineiro de sempre.
E lá estava eu andando pelas ruas urbanizadas de algum lugar, era dia com pouca claridade. Não sei dizer que horas era, mas parecia ser o começo de uma manhã ou um final de tarde, o céu nublado e uma fina garoa acompanhava os meus passos.
Não sabia exatamente onde chegar, só continuava andando, ora seguindo reto, ora virando a esquerda e a direita, mas sempre em frente, não podia voltar........ pois sabia que se o fizesse tudo viraria um caos! Não havia pessoas, era só eu, as casas, e as grandes árvores nas calçadas que deixavam tudo mais escuro ainda. Apesar de não reconhecer nada por onde passava, tinha a certeza de já ter estado naqueles lugares, eram tão familiares, talvez por isso não me sentia perdido e nem com medo de não conseguir achar o caminho de onde deveria chegar, por mais que demorasse não tinha problema, estava tudo sob controle.
A garoa havia parado e uma névoa densa foi baixando e tomando conta de tudo ao meu redor, até ao ponto de não enxergar mais nada. Parei por um instante, aquilo estava me sufocando, não respirava direito, (haaaaaa preciso respirar) entrei em pânico, tentava puxar o ar e não vinha nada, fui agachando devagar até me deitar no chão, perder as forças e fechar os olhos... Quando abri estava numa espécie de maca dentro de uma sala, (onde estou ??? alguém me ajudou ?? como cheguei aqui ?) estava confuso naquele momento, nada fazia sentido.
Sentei e respirei fundo, (que alivio, como é bom respirar) estava bem, levantei e sai da sala. Andando pelos corredores percebi que estava em um hospital, (mas cadê todo mundo?). Não havia visto ninguém, encontrei as escadarias e fui descendo, tinha que sair dali! As escadas pareciam não ter fim, quando ouvi vozes do lado de fora, olhei pela janela e mesmo com o vidro embaçado e sujo consegui ver pessoas (até que enfim). Continuei descendo o que parecia ser a última curva da escada quando ouvi alguém chamar, a voz vinha de cima, prontamente comecei à voltar (quem será que me chama?). Neste momento ouço discussões e uma gritaria do lado de fora, parecia que aquele alvoroço viria até mim, agora tinha que voltar mesmo, quando novamente a voz me chama só que vindo de baixo, me viro e em uma fração de segundos sinto a bala traçante atravessando minha garganta, levei a mão e senti o sangue escorrer por ela, fui caindo e novamente a escuridão tomou conta de mim......... Somente uma questão vinha em meus pensamentos (é assim que vai terminar, acabou aqui?)...
Acordei e tinha alguém ao meu lado que me disse "venha comigo''. Me coloquei de pé e caminhei junto a ele, logo percebi que estava no meio de alguma cidade movimentada (me lembrou o centro de São Paulo) só que tudo estava estranho, a cidade estava sem brilho, sem luz, muitas pessoas passavam ao nosso redor no seu vai e vem rotineiro, mas parecia que nenhuma nos via. As cores não tinham vida, era fúnebre, logo perguntei o que estava acontecendo, porque estamos aqui, porque ninguém fala com nós!?! Prontamente o estranho acompanhante respondeu, "E porque falariam? Estamos mortos, você morreu, e eu também, há muito tempo".
Tal noticia seria um choque para qualquer um, mas para mim não foi! É quase como se eu já esperasse por isso. Aquelas palavras não me assustaram, por mais estranho que pareça senti uma calmaria, a sensação de liberdade que tomou conta de mim, como se tivesse escapado das algemas, era surreal, algo indescritível... Naquele momento só pensava que estava livre! Livre de um mundo que ficava para trás... Não perguntei mais nada, pensei em tudo que havia vivido até ali, momentos, recordações, e me questionava se alguém sentiria minha falta, ou se eu sentiria a falta de alguém, existia um amor para se lembrar também? Alguma coisa que valesse à pena!? Talvez houvesse respostas para todas essas perguntas, mas não importava mais, eu tinha atravessado uma porta e deixado a minha vida para trás, não havia mais nada à fazer, só continuar andando........ Mas tudo foi interrompido por um forte barulho de apito! Despertei estranhamente como se meu espirito tivesse sido jogado para dentro do corpo com muita violência, olhei o relógio e vi que já era o segundo apito, não dava para dormir nem mais cinco minutos, tinha que levantar, e ver que a única porta que se abriria era a da minha casa, rumo ao trabalho rotineiro de sempre.
sábado, 12 de março de 2016
O Anti-Herói - Sonhos De Uma Noite Qualquer
Era um jogo difícil, estádio lotado, todos nervosos, ansiedade e adrenalina se misturavam em meio a suor, terra e grama do chão! Era um momento importante, e eu estava lá. Tudo parecia estar a meu favor, caramba como eu corria, arrancava, driblava, tocava na bola com a maestria de um gênio... Talvez fosse meu momento de brilhar! Não... Não existe "talvez" nesta história, aquela era realmente a minha hora de brilhar, eu sentia isso. E finalmente chegava minha vez, enfim chegou minha vez !!!
Como em todas as outras vezes, era noite com iluminação ruim, não enxergava com clareza o que acontecia ao meu redor, mas acharia o caminho do gol! Não sabia direito o que pensar, eram tantas coisas ao mesmo tempo, como assimilar tudo o que acontecia ali naquele momento, eu não podia evitar de me perguntar:
- E as dores nas pernas? E os meus joelhos?
Ontem sentia o cansaço de um homem de cinquenta anos, e hoje corro como um garoto de quinze anos. Aquilo tudo era confuso e ao mesmo tempo incrível! E mesmo com tantas emoções e sentimentos diversos em minha cabeça, somente havia um motivo, um único objetivo, uma única meta a atingir... Fazer o GOL!!!
Eu tinha que manter a calma, não podia me afobar, calma calma calma calma... ufa! A jogada começou de um contra-ataque, saímos em velocidade atravessando o meio campo, a bola foi lançada para ponta esquerda, eu acompanhava atentamente até chegar na entrada da área quando cruzaram a bola, o centroavante subiu com o zagueiro, a bola dividida sobrou nos meus pés dentro da área, não tinha como perder o gol, olhei e chutei consciente colocado no canto esquerdo do goleiro, caprichosamente ele estica a mão de maneira inacreditável e manda para escanteio (PORRA NÃO PODE SER)!!! Já era o fim do jogo, o juiz vai acabar.........não ainda dá para bater o escanteio, vamos lá, ainda dá, ainda dá!
A bola foi levantada na área, e como sempre não subi, fiquei no rebote, nunca fui bom por cima!A cabeçada certeira do nosso zagueiro bate na trave e volta novamente nos meus pés, o corte seco no adversário desesperado para tirar, o chute forte que acertou o travessão e.......... foi para fora.....aquilo era o fim.......
O goleiro cobra o tiro de meta, a bola viaja e eu espero o apito final, mas o jogo continua, (como é possível?) tomei a bola no meio, surpreendi o adversário driblando o primeiro em velocidade, não tinha para quem tocar a bola, era só eu!!! Driblei o segundo, incrível a força que eu estava naquele momento, ninguém podia me parar, e lá estava o último marcador, e como mágica passei por ele, só me restava o goleiro que driblei cortando para esquerda, o pé forte, com equilíbrio, concentração, tudo perfeito, era só chutar e fazer o tão sonhado gol....mas....mas .....mas o que está acontecendo, tudo está ficando escuro, girando, o que.... mas o que ??!!!????........
É neste instante que abro os olhos e percebo que estou no meu quarto, escuro e vazio! Olho o relógio que marca 2h33 da madrugada. Fico sentado por alguns instante pensando em absolutamente nada, só tinha a sensação de vazio, a maldita sensação de vazio que tomou conta de mim naquele momento.
Levanto e junto comigo as dores nas pernas, nos joelhos, caminho como um idoso com muita dificuldade até o banheiro, lavo o rosto e me olho no espelho, vejo meu reflexo e pergunto:
- E agora??
Se eu pudesse responder a essa pergunta, já seria de grande ajuda, mesmo que me mandasse para o inferno!
Volto para cama, pois dali duas horas teria que levantar para dar continuidade à isso tudo... Fiquei sem sono, e a única coisa que me passava na cabeça era:
- Porque nunca consigo fazer o gol?
Quem sabe na próxima noite...
Era um jogo difícil, estádio lotado, todos nervosos, ansiedade e adrenalina se misturavam em meio a suor, terra e grama do chão! Era um momento importante, e eu estava lá. Tudo parecia estar a meu favor, caramba como eu corria, arrancava, driblava, tocava na bola com a maestria de um gênio... Talvez fosse meu momento de brilhar! Não... Não existe "talvez" nesta história, aquela era realmente a minha hora de brilhar, eu sentia isso. E finalmente chegava minha vez, enfim chegou minha vez !!!
Como em todas as outras vezes, era noite com iluminação ruim, não enxergava com clareza o que acontecia ao meu redor, mas acharia o caminho do gol! Não sabia direito o que pensar, eram tantas coisas ao mesmo tempo, como assimilar tudo o que acontecia ali naquele momento, eu não podia evitar de me perguntar:
- E as dores nas pernas? E os meus joelhos?
Ontem sentia o cansaço de um homem de cinquenta anos, e hoje corro como um garoto de quinze anos. Aquilo tudo era confuso e ao mesmo tempo incrível! E mesmo com tantas emoções e sentimentos diversos em minha cabeça, somente havia um motivo, um único objetivo, uma única meta a atingir... Fazer o GOL!!!
Eu tinha que manter a calma, não podia me afobar, calma calma calma calma... ufa! A jogada começou de um contra-ataque, saímos em velocidade atravessando o meio campo, a bola foi lançada para ponta esquerda, eu acompanhava atentamente até chegar na entrada da área quando cruzaram a bola, o centroavante subiu com o zagueiro, a bola dividida sobrou nos meus pés dentro da área, não tinha como perder o gol, olhei e chutei consciente colocado no canto esquerdo do goleiro, caprichosamente ele estica a mão de maneira inacreditável e manda para escanteio (PORRA NÃO PODE SER)!!! Já era o fim do jogo, o juiz vai acabar.........não ainda dá para bater o escanteio, vamos lá, ainda dá, ainda dá!
A bola foi levantada na área, e como sempre não subi, fiquei no rebote, nunca fui bom por cima!A cabeçada certeira do nosso zagueiro bate na trave e volta novamente nos meus pés, o corte seco no adversário desesperado para tirar, o chute forte que acertou o travessão e.......... foi para fora.....aquilo era o fim.......
O goleiro cobra o tiro de meta, a bola viaja e eu espero o apito final, mas o jogo continua, (como é possível?) tomei a bola no meio, surpreendi o adversário driblando o primeiro em velocidade, não tinha para quem tocar a bola, era só eu!!! Driblei o segundo, incrível a força que eu estava naquele momento, ninguém podia me parar, e lá estava o último marcador, e como mágica passei por ele, só me restava o goleiro que driblei cortando para esquerda, o pé forte, com equilíbrio, concentração, tudo perfeito, era só chutar e fazer o tão sonhado gol....mas....mas .....mas o que está acontecendo, tudo está ficando escuro, girando, o que.... mas o que ??!!!????........
É neste instante que abro os olhos e percebo que estou no meu quarto, escuro e vazio! Olho o relógio que marca 2h33 da madrugada. Fico sentado por alguns instante pensando em absolutamente nada, só tinha a sensação de vazio, a maldita sensação de vazio que tomou conta de mim naquele momento.
Levanto e junto comigo as dores nas pernas, nos joelhos, caminho como um idoso com muita dificuldade até o banheiro, lavo o rosto e me olho no espelho, vejo meu reflexo e pergunto:
- E agora??
Se eu pudesse responder a essa pergunta, já seria de grande ajuda, mesmo que me mandasse para o inferno!
Volto para cama, pois dali duas horas teria que levantar para dar continuidade à isso tudo... Fiquei sem sono, e a única coisa que me passava na cabeça era:
- Porque nunca consigo fazer o gol?
Quem sabe na próxima noite...
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